Jogos Regionais 2010 – SUPERAÇÃO
Colunista: Rogério Kawakami.
No momento da escalação dos jogadores que participarão de um confronto alguns itens devem ser analisados:
- confiança: devemos sentir dos jogadores da equipe quem está mais confiante para iniciar ou fechar o confronto, dependendo da estratégia armada;
- estilo de jogo: tentar imaginar um cenário de jogos com todas as combinações possíveis;
- histórico de confrontos: analisar os jogos que já aconteceram detectando pontos fortes e fracos dos jogadores envolvidos;
- comprometimento: existem jogadores que naturalmente crescem em competições de grande envolvimento emocional, podemos citar como exemplo o tenista argentino David Nalbandian, que apesar de não viver uma grande fase nos torneios da ATP, sempre joga bem a Copa Davis;
- união: devemos nos cercar com jogadores que busquem o objetivo coletivo e não o individual, independente de quem irá jogar. Que todos os jogadores estejam concentrados no êxito da equipe.
- preparação: os treinos e a parte psicológica devem ser trabalhadas de forma diferente ao habitual, devido aos objetivos coletivos.
Situações de jogo
O tenista Caio Silva, defendendo Hortolândia, estava sob muita pressão, pois a cidade havia perdido o primeiro jogo do confronto e dependia dele a sobrevivência da equipe e a chance de levar a disputa para o terceiro jogo. Após perder o primeiro set, o Caio estava completamente desfocado e visivelmente abalado pela forte pressão que a torcida estava exercendo. Nesse cenário, o tenista não conseguiu impor o seu jogo. A primeira ação que tomei foi pedir para o tenista ir ao banheiro, como forma de esfriar a cabeça e quebrar o ritmo que estava totalmente do lado do adversário, que jogava com a torcida a favor. Em seguida, tive que tentar arrumar uma forma de transformar toda energia negativa e atmosfera adversa em um ambiente de superação. Para isso, precisei mexer com o orgulho pessoal, já que o jogador estava a ponto de entregar inconscientemente o jogo devido a pressão psicológica. Lembro da frase que tive que usar: “Caio, hoje você não irá provar quem é o melhor jogador, mas terá que ser mais homem que todos aqui.”
Esse questionamento não foi para menosprezar ninguém, mas sim uma forma de trazer o tenista de volta a um jogo perdido. Outra frase que acho que fez a diferença foi: “Vencer jogando bem, qualquer um vence, qualquer um, mas vencer jogando mal, com todo o ambiente hostil, isso é para poucos, e você vai demonstrar a todos do que é feito!” Logicamente, no calor do jogo, utilizamos palavras mais fortes, com o objetivo sempre de animar e incendiar o interior do atleta, trazendo motivação.
Ao final do jogo, Caio Silva conseguiu sair com a vitória, levando o confronto para o terceiro e decisivo jogo. Com a disputa empatada em 1 jogo a 1, o desempate foi para as duplas, porém minutos antes do termino da segunda partida, Caio teve uma crise, onde segundo os médicos foi causada pelo esforço físico e também o relaxamento após muita tensão.
Após a ajuda dos médicos, muita massagem, hidratação, alimentação e outros procedimentos para recuperação, os médicos autorizaram a participação do Caio no terceiro jogo. O próprio jogador fez questão de participar, mostrando a sua superação.
Porém o trabalho para motivar os tenistas, em especial a superação do Caio Silva, apenas foi possível, pois ele se demonstrou um jogador com muito coração, raça e comprometimento com a equipe. Fiquei muito orgulhoso de trabalhar com uma pessoa com esses requisitos e o atleta pode ter certeza que terá sempre o meu respeito e admiração.
O saldo foi extremamente positivo, com as equipes sob o meu comando conquistando os seguintes resultados:





Pessoal, como mencionei no artigo…
Gostaria de deixar público o agradecimento a AMERICANA, pois nessa cidade estou me desenvolvendo profissionalmente e conquistando os resultados.
Abs e bom tênis a todos!