Cadê o fair play?
O tcheco Tomas Berdych, número 7 do mundo, foi vaiado por cerca de quatro minutos pela torcida após se recusar a cumprimentar seu adversário o espanhol Nicolas Almagro, 10º colocado, depois de derrotá-lo por 4/6, 7/6, 7/6 e 7/6 no Aberto da Austrália em Melbourne. O theco se mostrou irritado pelo fato de ter recebido uma bolada de Almagro no início do terceiro set. Berdych estava próximo à rede e, na devolução do espanhol, a bola bateu com violência no seu braço e o tcheco caiu no chão após a bolada. “Apenas tentei vencer o ponto”, disse o espanhol. Por outro lado, Berdych não pensa assim. “Quando alguém quer dar uma bola na sua cara não é agradável, ainda mais quando toda a quadra está livre e você está no meio”, disse o tcheco número 7 do mundo. Quem tem razão? E o fair play onde fica? A expressão nasceu em 1896, durante as primeiras Olimpíadas da Era Moderna, em Atenas. O organizador dos Jogos daquele ano, Barão de Coubertini, foi o idealizador da filosofia por meio de uma declaração oficial que dizia: “Não pode haver jogo sem fair play. O principal objetivo não é a vitória, mas a luta”. O fair play é uma livre interpretação do espírito esportivo e pode ser entendido com aspectos de lealdade. O fair play significa muito mais que o simples respeito às regras. Ele abrange a noção de amizade e respeito para com os outros. É uma maneira de pensar, uma filosofia, e não somente um comportamento.

